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Roda de conversa aborda previdência da agricultora

O documentário “Sozinhas”, da jornalista Ângela Bastos, foi exibido no auditório da Justiça Federal em Santa Catarina (JFSC) na tarde desta segunda feira (18/3/2019). Com enredo sobre a violência contra a mulher e seguido de uma roda de conversa, o filme gerou debate sobre a importância da previdência social na zona rural.

A conversa foi mediada pela diretora do foro da JFSC, juíza federal Claudia Maria Dadico. Também participaram do debate a juíza da 1ª Vara Federal de Florianópolis, Simone Barbisan Fortes; a professora e advogada especialista em direito previdenciário Jane Lucia Wilhelm Berwanger, e a coordenadora estadual de mulheres da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Santa Catarina (Fetaesc), Agnes Margareth Schipanski  Weiwanko.

Segundo as debatedoras Jane e Agnes, a previdência social passou a abranger a área rural em 1971, e se restringia aos homens. No período de 1988 a 1993, a legislação passou a ser alterada para que as mulheres fossem incluídas. Para Jane, esta mudança foi revolucionária, uma vez que possibilitou o acesso da mulher a uma renda própria, o que permitiu maior independência. Mesmo assim, a advogada citou que atualmente ainda há dificuldades para conseguir benefícios pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): a cada um benefício negado para os homens, três seriam indeferidos para as mulheres.

A juíza Simone observou que a mão de obra feminina é constantemente desvalorizada, tanto pela sociedade quanto pelas instituições. A mulher é vista como dona de casa e ajudante do marido – um trabalho julgado como leve – e o homem é considerado agricultor de fato. Este é um comportamento padrão que rebaixa as mulheres, reafirma micro violências e dificulta a concessão de benefícios.

Com a constante violência contra as mulheres na zona rural, Agnes reforçou a importância da previdência. Citou que é comum que elas recorram ao divórcio depois de conseguirem a aposentadoria, por terem, então, independência financeira.

A exibição do documentário “Sozinhas” faz parte das atividades do Mês da Mulher. Com organização da Rede Colaborativa de Acessibilidade, Inclusão e Direitos Humanos, os eventos têm a intenção de abordar assuntos diversos sobre a realidade feminina. A próxima atividade será a exibição de filmes no CineClube da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) em Joinville. Para acessar o calendário completo do mês da mulher, clique aqui.